sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

DIVAGAÇÕES...BENTINHO TERIA SE SUBMETIDO A UM EXAME DE DNA?

Essa semana eu estive pesquisando outros blogs que abordassem a relação entre Direito e Literatura e achei um comentário interessante a respeito do livro Dom Casmurro. O personagem Dom Casmurro passa a vida se consumindo em razão de uma possível traição de Capitu, seu grande amor, bem como por uma possível falsa paternidade de seu filho, cujos traços, sua própria desconfiança o leva a considerar como parecidos aos do melhor amigo, possível rival.
Bentinho, permite que uma desconfiança se instale de tal modo em sua mente e coração que passa a viver infeliz, daí, li um comentário no referido blog, que tentava fazer uma abordagem jurídica sobre o tema, no sentido de que se existisse o exame de DNA na época em que se passa a história os problemas de Bentinho estariam resolvidos...
Não sei, sinceramente, não sei se Machado de Assis criou um personagem que pretendesse chegar a uma verdade real. Será que Bentinho teria "tirado a limpo" a traição de Capitu se tivesse oportunidade? Talvez o leitor que se sinta íntimo da obra de Machado, vá considerar perfeitamente plausível que ele tenha criado um personagem que encontrasse prazer na própria desconfiança, um personagem que encontrasse prazer na própria infelicidade... percebemos que a loucura de Bentinho é tamanha que ele chega ao ponto de cogitar a morte da própria criança...
Se pararmos para analisar, pessoas que preferem a infelicidade por medo da felicidade são mais comuns do que se pensa...

Um comentário:

  1. Constatação final assustadora, mas bem provavelmente verdadeira...

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